Fake News” - notícias falsas. Todos nós
provavelmente já vimos o termo citado em jornais, na TV e no rádio, mas
principalmente nas redes sociais.“Fake
News” é o que o mentecapto presidente americano Donald Trump
adotou como mote para classificar as notícias que ele não quer que publiquem.
Ditadores ou chefes despóticos não gostam de ser criticados, como se fossem
donos da verdade. “Fake
News” é o que Trump mais usou durante a campanha para
desqualificar a candidata oficial, principalmente pelas redes sociais.
Mas, o que exatamente é isso e
por que essas duas palavras de repente apareceram na mídia e na mente de todos,
contaminando aquilo que nos acostumamos a chamar de “notícia”?
Notícias falsas (Fake News) é
exatamente o que parece - falsificadas, infladas, ou artigos, notas, posts nas redes
sociais com informação totalmente falsa, publicados como se fossem notícias
verdadeiras. A maioria das histórias ou versões são criadas para atrair cliques
(e, assim, inflar a receita de anúncios), muito na linha de notícias sensacionalistas
de capas de tabloides, onde não há qualquer compromisso com a verdade.
Observa-se uma utilização mais intencional de notícias falsas desde o ano
passado, principalmente as que emergiram durante a eleição nos Estados Unidos.
O que levou escolas de jornalismo e especialistas da academia a alertar que
essas publicações podem ser tudo, menos notícia.
O termo “Fake News” (notícias
falsas) foi empregado fortemente para influenciar a opinião durante a eleição
americana, utilizando as tradicionais plataformas de informação, como pedras
angulares da internet moderna, como Google e Facebook, estes inundados
com histórias falsas. Ninguém é inocente nessa batalha. Notícias falsas atraem
e aumentam a audiência. Naturalmente, quem planta notícias falsas tem alguma
intenção. Em geral, desconstruir uma tese ou alguém. Disseminar uma informação
falsa é bem diferente da publicação de “notícia”, porque no conceito lato do
termo "notícia" está implícita uma qualidade essencial que é a versão
de um fato, o mais próximo possível da verdade. O relato de um acontecimento,
para ser notícia, portanto, precisa ser veraz, como nos ensina o mestre Manuel
Chaparro.
A divulgação de notícias
falsas também não é uma invenção ou um subproduto da Internet. Elas existem há
séculos e sempre foram utilizadas para detonar inimigos políticos ou desafetos,
comprometendo reputações. O boato é “a mídia mais antiga do mundo”, segundo o
francês Jean Noel Kapferer (1), que existe e sempre foi usado como estratégia
para propósitos nem tão nobres assim, desde a origem dos folhetins e jornais.
Visava destruir reputações e carreiras de desafetos políticos e até
relacionamentos conjugais. Representaram, guardadas as proporções, os
“vazamentos seletivos”, que incomodaram tanto Dilma Roussef, Lula e cia. no
auge do impeachment.
Segundo Jonathan Bernstein, consultor de crises nos Estados
Unidos e responsável pela Newsletter Crisis
Management, “A triste verdade é que, mesmo muitas
histórias publicadas pela grande mídia hoje são o que poderíamos considerar
notícias falsas. Manchetes sensacionalistas, relatórios antiéticos e uso de
fontes totalmente não confiáveis de forma desenfreada” são práticas muito
comuns na era da Internet e de uma competição acirrada entre empresas de
comunicação. Então, você tem a blogosfera e a mídia social, onde qualquer
indivíduo perturbado tem o poder (e a facilidade) de colocar notícias negativas
dizendo literalmente o que quiser para milhões de pessoas."
Quando o Facebook ou o Google apertam o
cerco contra o que está incluído em seu feeds de
notícias, isto ajuda a reduzir a cobertura e a disseminação de notícias falsas.
Mas, o fundamento disso é que se alguém se dispõe a criar e compartilhar
"notícia" por conta própria, inventadas ou não, sem a checagem
correta, essas fontes têm o espaço e a oportunidade de causar um estrago na
reputação de qualquer pessoa ou empresa.
Para Bernstein, “No final, o
que é importante para a maioria é o que significa a divulgação "fake" para
as pessoas e os negócios. O surgimento de inúmeras plataformas para divulgação
e o uso indiscriminado de notícias falsas, sem qualquer pudor, tornam mais
importante do que nunca monitorar a mídia tradicional e as redes sociais,
blogs, etc. o tempo todo, identificando termos-chave e acompanhando a cobertura
da mídia relacionada à própria organização. Monitorar inclui também a vida
pessoal, o próprio nome eventualmente citado nas redes. Isso possibilita
posicionar-se imediatamente com a versão oficial, a partir de plataformas que
você possui, e ter o controle de 100% dos conteúdos.
"Você não pode depender
dos outros para contar a sua história, mas as mesmas ferramentas que permitem a
proliferação de “Fake News”
(notícias falsas) - mídia social, blogs e sites - podem ser usadas também para
rebater e contestar os ataques."
Fonte: Site Comunicação e Crise

Nenhum comentário:
Postar um comentário