quinta-feira, 2 de novembro de 2017

FAKES CAUSAM DESCONFIANÇAS NAS REDES

Fake News” - notícias falsas. Todos nós provavelmente já vimos o termo citado em jornais, na TV e no rádio, mas principalmente nas redes sociais.“Fake News” é o que o mentecapto presidente americano Donald Trump adotou como mote para classificar as notícias que ele não quer que publiquem. Ditadores ou chefes despóticos não gostam de ser criticados, como se fossem donos da verdade. “Fake News” é o que Trump mais usou durante a campanha para desqualificar a candidata oficial, principalmente pelas redes sociais.
Mas, o que exatamente é isso e por que essas duas palavras de repente apareceram na mídia e na mente de todos, contaminando aquilo que nos acostumamos a chamar de “notícia”?
Notícias falsas (Fake News) é exatamente o que parece - falsificadas, infladas, ou artigos, notas, posts nas redes sociais com informação totalmente falsa, publicados como se fossem notícias verdadeiras. A maioria das histórias ou versões são criadas para atrair cliques (e, assim, inflar a receita de anúncios), muito na linha de notícias sensacionalistas de capas de tabloides, onde não há qualquer compromisso com a verdade. Observa-se uma utilização mais intencional de notícias falsas desde o ano passado, principalmente as que emergiram durante a eleição nos Estados Unidos. O que levou escolas de jornalismo e especialistas da academia a alertar que essas publicações podem ser tudo, menos notícia.
O termo “Fake News” (notícias falsas) foi empregado fortemente para influenciar a opinião durante a eleição americana, utilizando as tradicionais plataformas de informação, como pedras angulares da internet moderna, como Google e Facebook, estes inundados com histórias falsas. Ninguém é inocente nessa batalha. Notícias falsas atraem e aumentam a audiência. Naturalmente, quem planta notícias falsas tem alguma intenção. Em geral, desconstruir uma tese ou alguém. Disseminar uma informação falsa é bem diferente da publicação de “notícia”, porque no conceito lato do termo "notícia" está implícita uma qualidade essencial que é a versão de um fato, o mais próximo possível da verdade. O relato de um acontecimento, para ser notícia, portanto, precisa ser veraz, como nos ensina o mestre Manuel Chaparro.
A divulgação de notícias falsas também não é uma invenção ou um subproduto da Internet. Elas existem há séculos e sempre foram utilizadas para detonar inimigos políticos ou desafetos, comprometendo reputações. O boato é “a mídia mais antiga do mundo”, segundo o francês Jean Noel Kapferer (1), que existe e sempre foi usado como estratégia para propósitos nem tão nobres assim, desde a origem dos folhetins e jornais. Visava destruir reputações e carreiras de desafetos políticos e até relacionamentos conjugais. Representaram, guardadas as proporções, os “vazamentos seletivos”, que incomodaram tanto Dilma Roussef, Lula e cia. no auge do impeachment.
Segundo Jonathan Bernstein, consultor de crises nos Estados Unidos e responsável pela Newsletter Crisis Management,  “A triste verdade é que, mesmo muitas histórias publicadas pela grande mídia hoje são o que poderíamos considerar notícias falsas. Manchetes sensacionalistas, relatórios antiéticos e uso de fontes totalmente não confiáveis ​​de forma desenfreada” são práticas muito comuns na era da Internet e de uma competição acirrada entre empresas de comunicação. Então, você tem a blogosfera e a mídia social, onde qualquer indivíduo perturbado tem o poder (e a facilidade) de colocar notícias negativas dizendo literalmente o que quiser para milhões de pessoas."
Quando o Facebook ou o Google apertam o cerco contra o que está incluído em seu feeds de notícias, isto ajuda a reduzir a cobertura e a disseminação de notícias falsas. Mas, o fundamento disso é que se alguém se dispõe a criar e compartilhar "notícia" por conta própria, inventadas ou não, sem a checagem correta, essas fontes têm o espaço e a oportunidade de causar um estrago na reputação de qualquer pessoa ou empresa.  
Para Bernstein, “No final, o que é importante para a maioria é o que significa a divulgação "fake" para as pessoas e os negócios. O surgimento de inúmeras plataformas para divulgação e o uso indiscriminado de notícias falsas, sem qualquer pudor, tornam mais importante do que nunca monitorar a mídia tradicional e as redes sociais, blogs, etc. o tempo todo, identificando termos-chave e acompanhando a cobertura da mídia relacionada à própria organização. Monitorar inclui também a vida pessoal, o próprio nome eventualmente citado nas redes. Isso possibilita posicionar-se imediatamente com a versão oficial, a partir de plataformas que você possui, e ter o controle de 100% dos conteúdos.

"Você não pode depender dos outros para contar a sua história, mas as mesmas ferramentas que permitem a proliferação de “Fake News” (notícias falsas) - mídia social, blogs e sites - podem ser usadas também para rebater e contestar os ataques."


                                              Fonte: Site Comunicação e Crise



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