A Caixa Econômica Federal fez um remanejamento de verba e
liberou mais R$ 5,8 bilhões para destravar empréstimos habitacionais que já
haviam sido aprovados, mas estavam parados, à espera de assinatura. Nos últimos
meses, o banco reduziu o ritmo de concessões, o que fez o volume de empréstimos
represados alcançar nesta semana R$ 3,5 bilhões. São pedidos feitos
principalmente por famílias de classe média.
Segundo a Caixa, os R$ 5,8
bilhões são suficientes para atender a demanda do segmento até o fim deste ano.
Novos pedidos para famílias com renda acima de R$ 9 mil, no entanto,
permanecerão suspensos até janeiro de 2018.
O vice-presidente de
Habitação da Caixa, Nelson Antônio de Souza, assegurou que quem já teve o
contrato aprovado pode ficar tranquilo, porque será atendido até o fim do ano.
Ele disse que a instituição fará esforços para zerar todo o estoque de pedidos
encalhados.
— Desde 6 de novembro,
estamos trabalhando para regularizar a situação — disse Souza, lembrando que o
banco já havia conseguido verba extra de R$ 8,7 bilhões do FGTS, com a qual deu
prioridade a famílias com renda bruta de até R$ 4 mil, no programa Minha Casa
Minha Vida.
PROCURA
20% MAIOR NESTE ANO
Segundo Souza, em seis dias
úteis já foram concedidos R$ 5,8 bilhões em financiamento para essas famílias,
volume que superou a média mensal deste ano (entre janeiro e outubro), de R$
5,7 bilhões.
— A demanda por
financiamentos habitacionais continua muito elevada — destacou.
De acordo com a Caixa, a
contratação do crédito imobiliário neste ano está cerca de 20% superior em
relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, o banco já emprestou R$ 72,4
bilhões, considerando todas as modalidades de crédito.
No entanto, com margem
apertada para iniciar 2018 enquadrada nas novas regras de prudência para o
setor bancário, a Caixa, que é líder no mercado imobiliário, teve que frear
novas concessões. Para continuar emprestando, a instituição aguarda empréstimo
de R$ 10 bilhões do FGTS, sem prazo de vencimento, para elevar o capital
próprio. A operação precisa ser aprovada pelo Banco Central (BC).
Fonte: Gazeta On Line

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