A Audiência Pública realizada nesta quarta-feira, dia 01, foi coordenada pela Comissão de Direitos dos Animais da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, sob a presidência do deputado Carlos Osório, e teve como tema Rodeios, Vaquejadas e Maus-tratos a animais.
Um dos últimos a falar, o presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais, Reynaldo Velloso, solicitou inicialmente aos deputados presentes que a derrubada do veto ao do Projeto de acaba com a utilização de animais em testes com cosméticos, material de limpeza e perfumes, seja votada na próxima semana, lembrando que o RJ pode servir de exemplo para o país. A seguir disse que o Brasil deveria ter cursos de qualificação e cursos técnicos para alavancar a economia ao invés da exploração dos animais para a sobrevivência.
“Um país que pretende um dia ser uma grande nação, precisa investir no seu povo, aprimorar a qualidade e competitividade para a complexidade do mercado e não incentivar a facilidade da exploração dos animais, que como seres vivos sofrem com estas amarguras.” Os argumentos são sempre estes: gera milhões de reais, emprega milhares de pessoas.”Velloso disse que a preparação de um indivíduo através de uma formação profissional para que ele possa aprimorar suas habilidades e executar funções específicas, demandadas pelo mercado de trabalho, retirará o profissional da informalidade, da transitoriedade, dando-lhe condições financeiras reais e colaborando para o crescimento do país.
O presidente da CPDA comentou que em recente documentação enviada para o Senado Federal, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), não reconheceu o Rodeio e a Vaquejada como Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil e que somente esta Instituição, baseada na Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, ratificada pelo Brasil, em 2006, é a instância do Poder Público que conduz e deve conduzir os procedimentos para o reconhecimento de bens como Patrimônio Cultura e Imaterial do Brasil, e completou: ”manifestação cultural é uma coisa, e respeitamos, mas Patrimônio Cultural é outra”.
“Estaremos sempre em parceria com o Ministério Público para evitar estas práticas que entendemos cruéis aos animais no Estado do Rio de Janeiro”, finalizou Velloso.
O encontro foi coordenado pela Comissão de Direitos dos Animais da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, sob a presidência do deputado Carlos Osório, e teve como tema Rodeios, Vaquejadas e Maus-tratos a animais.
Estiveram presentes vários deputados, ativistas, protetores, veterinários, além de vaqueiros e promotores de eventos.
Os favoráveis à continuação das práticas dos rodeios e vaquejadas argumentaram que os animais não sofrem e são muito bem tratos, que os sofrimentos nas competições são coisas do passado.
O Advogado Orlando Araújo, da Federação de Rodeio do Estado do Rio de Janeiro, disse que a entidade sempre se preocupou com a saúde dos animais e que eles sempre são muito bem tratados. "Rodeios com maus-tratos são coisas do passado," disse.
Aqueles contrários, como Elisabeth McGregor, do Fórum de Proteção Animal, apresentaram vídeos que objetivaram a comprovação dos maus-tratos aos animais durante as competições.
Vários veterinários apresentaram suas interpretações e alguns mostraram laudos de antes e após as competições.
Em recente julgamento, o Supremo Tribunal Federal sentenciou que Rodeio e Vaquejada não podem ser feito ser as dores e sofrimentos dos animais.
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